MAREGA: MAIS UM CASO DE RACISMO NO FUTEBOL.

O atacante malinês Moussa Marega, foi vítima de cânticos e insultos racistas, na partida entre Porto x Vitória de Guimarães, no último domingo(16). Clube pelo qual o atacante atuou na temporada 2016/2017.

Tomado por revolta, devido aos insultos, o atacante abandonou a partida! Mesmo com companheiros de clube tentando o conter, e também companheiros “adversários”, o jogador preferiu deixar o campo. Logo após sua saída, o atacante apontou os dedos médios à torcida do Vitória de Guimarães. Em ritmo de protesto, é claro.

Em 2019 foram registrados entorno de 60 casos de racismo, no futebol. Números absurdos! E, mesmo com toda campanha que permeia esse assunto tão delicado, nada parece ter surtido efeito.

A cada ano que passa a UEFA sofre mais pressão sobre casos como estes. As punições parecem em nada adiantar. E, claro que isto também deve ser transmitido aos árbitros e jogadores. Por quê não cabe, em momento algum, tentar transferir a culpa dos insultos, ao insultado! Marega sofreu insultos sempre que tocava na bola. Após balançar as redes foi comemorar em protesto, em frente à torcida do Vitória de Guimarães, apontando para o seu braço. Os trocedores começaram arremessar diversos objetos no campo, inclusive cadeiras. O jogador, revoltado, colocou uma das cadeiras na cabeça, como protesto, o que o fez receber um cartão amarelo como punição(!?).

Mais absurdo que o ato extramamente racista dos torcedores, foi a frase que disse o Presidente do Vitória de Guimarães após o jogo. Disse ele :“Sinceramente, não percebi (insultos racistas). Percebi sim uma atitude provocatória de um atleta”, declarou o dirigente, se referindo a Marega.
O que é isso? Até quando vamos colocar a culpa na vítima, e não nos que praticam tais atos preconceituosos? Não podemos transferir a culpa dos insultos, aos insultados! Isto nunca!

Ele(Presidente do Vitória de Guimarães) ainda completou dizendo: “O caso não é inédito, porque esse atleta já foi atleta do Vitória de Guimarães, e já aqui quis abandonar o campo de jogo e não teve nada a ver com situações de racismo. O atleta em questão tem o seu perfil. Mas isso não tira em nada o comportamento. Se alguém insultou, se alguém teve um comportamento inadequado de racismo para com o atleta, seja ele qual for, nós não nos vemos nisso e condenamos. Ponto – afirmou Miguel.
Alguém deveria avisa-lo que, nesses momentos, não entram em questão perfis de comportanento. Injúrias raciais não devem, NUNCA, ser justificadas. No futebol há espaço para todos; Mas não há espaço para tudo!


texto escrito por: Moisés Fernandes.

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