O Pesadelo Vascaíno

* O PESADELO VASCAÍNO *

O torcedor que se frustrou em São Januário na noite de Quinta(30), ansioso pelo jogo que fora adiado, devido aos estouros de transformadores da subestação local – e que causaram o apagão em partes do Estádio -, foi à São Januário nesta manhã de Sexta(31) às 11hrs. E, de lá, puderam assistir a terrível derrota da equipe Vascaína diante da modesta Cabofriense. Partida que foi válida pela 4° rodada do Camp. Carioca.

A equipe comandada por Abel Braga começou o jogo sem qualquer tipo de inspiração. Resumiu-se em vontade e desorganização.

• O Vasco que inicialmente foi escalado num 4-3-3 com: Fernando Miguel; Yago Pikachu, Werley, Castán e Henrique; Bruno Gomes, Raúl e Gabriel Pec; Talles Magno, German Cano e Marrony.

Mas que ofensivamente adotava um 4-2-4. Tendo Gabriel Pec(MC) caindo pelos lados, enquanto Talles Magno(ATA)afunilava para formar dupla com German Cano(ATA), não obteve sucesso.

A equipe Cruz-Maltina teve 66% da posse de bola. Contra 34% da equipe adversária. Trocou 546 passes, tendo concluído 509. Uma ótima média da equipe vascaína, porém, foi uma posse totalmente “estéril”. Pouco se arriscou.

Quando precisou ser efetivo, faltou inspiração. O Vasco finalizou 23 vezes. Tendo sido 18 a gol e 5 na meta adversária.
No segundo tempo a equipe ensaiou uma pequena reação com as entradas de Juninho e Vinícius.

Vinícius, que ao entrar começou no lado esquerdo, minutos depois foi invertido com Talles – já cansado -, Onde passaram-se à forçar inúmeros passes. Abel tentou usufruir da velocidade e da capacidade de ‘drible’ do jogador, gerando mais amplitude à equipe.

A ideia seria quebrar as linhas defensivas muito bem postas da Cabofriense. E, de fato, surgiram algumas pequenas oportunidades. Mas nada que assustasse o time de Cabo Frio.

O Vasco foi – e tem sido -, um time impotente. Linhas totalmente espaçadas. Recomposição lenta. Um buraco entre a zaga e o meio-campo que, Inclusive, foi por onde a equipe de Cabo Frio utilizou para criar a jogada que terminaria em um pênalti cometido por Werley(ZAG).

No lance, o jogador da Cabofriense tem tempo de dominar, driblar, equilibrar-se, pensar e fazer o passe da linha da intermediária (sozinho) para o companheiro que faz o facão em diagonal, e acaba sofrendo o pênalti. Nenhum dos volantes o incomodaram. Apenas olharam. Este é o retrato até aqui da equipe treinada por Abel Braga: Apatia e Desorganização.

O treinador que tem apenas 24 dias de trabalho já sofre uma imensa pressão por grande parte torcida. E, isso não tem a ver necessariamente com O resultado; Tem a ver com perspectiva! O torcedor não tem qualquer expectativa de que o time poderá evoluir nas mãos do treinador. Hashtags contendo #ForaAbel estiveram nos Topics do Twiiter nesta manhã.

O Vasco sob seu comando têm 1 vitória, 2 derrotas e 1 empate. Podendo nem se classificar para as finais da T. Guanabara. Ele possui 44% de aproveitamento no comando da equipe. O histórico recente de fracassos do treinador têm pesado muito para a torcida. Principalmente com o elenco milionário do Rival, Flamengo. e com o agora Rebaixado, Cruzeiro.

Para um clube como o Vasco, que vem agonizando por mais de quinze anos, com três rebaixamentos, e uma série de problenas estruturais; nem mesmo o mais otimista torcedor têm achado “Lindo”, mais um, de tantos vexames.

Escrito por: Moises Fernandes

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